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COMO A MINHA HISTÓRIA ME TROUXE ATÉ TI

Nasci de parto rápido. Entrei na vida com pressa de viver.

Hoje, depois de renascer da minha história de nascimento, sei que esta pressa era um desejo subconsciente de morrer; de voltar a casa, a esse lugar de paz eterna. Difícil de mastigar, esta tomada de consciência.

 

Esta pressa sempre esteve presente em mim, em tudo o que fiz. Queria experimentar o mundo e todas as suas múltiplas potências. Desejava ardentemente que o tempo andasse mais depressa e respirava superficialmente. Viajava em primeira classe nesta cápsula do tempo tão ilusória e nefasta chamada Futuro.

Os meus questionamentos começaram cedo. Desde pequena que sonho em ser quem SOU — espírito livre que ama profundamente viver. Quando fecho os olhos e me conecto com a minha menina-mulher, vejo-me a dançar, cantar, inventar histórias, imitar personagens, colocar beleza na matéria e escrever poesias profundas sobre a arte de viver.

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PODE SER SUAVE

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HOJE SEI QUE ERA, E CONTINUA A SER, NÃO SÓ A FORMA DE ME CONECTAR COMIGO MESMA, COMO TAMBÉM COM DEUS.

Esse tal omnipresente e perfeito que tanto precisei de desconstruir e, acima de tudo, acolher. Foi nesta casa interna chamada Deus que encontrei a paz, a força e o sentido de respirar mais profundamente. Viver de forma conectada e consciente é um acto de coragem, que exige disciplina diária, pois só assim a liberdade acontece.

 

Escolhi nascer e crescer numa família onde os valores do sistema patriarcal são muito vincados. A falta de respeito, desvalorização, submissão, humilhação e abuso para com a mulher fizeram parte da história do meu sistema familiar. Sem me dar conta da profundidade do que vivia e sentia, fui observando que ser mulher era estar condenada a migalhas. Esta vivência fez com que desenvolvesse uma raiva profunda pelos homens. A um nível inconsciente, alimentei e acreditei na ideia de que todos os homens eram feios, porcos e maus. Durante alguns anos, vesti a pele da filha maria-rapaz, na tentativa de ser vista, amada e reconhecida. Escusado será dizer que este ingénuo movimento só me trouxe mais dor e revolta. Aos meus olhos, ser mulher era uma enorme desvantagem. E, apesar de reconhecer desde cedo a minha beleza física e amar as minhas múltiplas potências, no meu âmago sentia que se tivesse nascido homem a minha vida teria sido muito mais fácil. O desejo inconsciente de ser homem era um segredo vivido nas minhas fantasias mais solitárias.

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AOS DEZANOVE ANOS DEI O GRITO DO IPIRANGA E SAÍ DA CASA DOS MEUS PAIS

Sentia-me perfeitamente capaz de tomar conta de mim mesma e o cheiro da liberdade despertava em mim todos os sonhos do mundo. Com uma curiosidade aguçada e uma fome gigantesca de viver, experimentei-me em dezenas de trabalhos, relacionamentos, casas, lugares e experiências. No entanto, o sentido de responsabilidade sempre esteve muito presente. Nunca me permiti perder. Dentro de mim sempre senti haver algo muito precioso, divino e potente.

 

Movida pela minha curiosidade e pelas marcas da minha história, aos vinte anos iniciei-me no  caminho espiritual. A primeira vez que entrei num centro de retiros, o meu corpo e a minha Alma vibraram e eu imediatamente senti que era daquela forma que queria viver os meus dias. Ter um centro de retiros, onde recebesse pessoas de todo mundo, que através de vivências holísticas e artísticas pudessem curar as dores da sua Alma e que, ao mesmo tempo, me permitisse viver rodeada de Natureza. Um sonho a ser manifestado no tempo certo.

 

Apaixonei-me profundamente pelo caminho do desenvolvimento pessoal e desde então estudo e aprofundo a descoberta do meu Ser. Tenho explorado múltiplas abordagens e, em todas elas, resgato e curo uma parte ferida ou esquecida de mim.

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O MOMENTO EM QUE TUDO MUDOU

Tinha bem claro que até aos quarenta anos teria de estar a viver o meu propósito de Alma. Era a minha data-limite. A agonia de viver na espera, frustração e confusão era sentida de tal forma que vivia em constantes picos de ansiedade. O meu corpo e a minha Alma gritavam de forma muito clara. Era um enorme desassossego sentir que diariamente não estava no lugar certo. Sabia que para alcançar um estado pleno de saúde teria de me sentir realizada, feliz e una no trabalho que desenvolvesse. Soube-o assim que entrei no mercado de trabalho, ainda era miúda.

 

Esta clareza fez com que, em Dezembro de 2017, a produtora de televisão onde trabalhava me mandasse para casa, pela falta de projetos na área da ficção. Tinha eu trinta e nove anos. Nesse momento, senti com todas as forças que o Universo me estava guiar e em nenhum momento alimentei o medo do desemprego. Tinha chegado o tão esperado momento. Início de 2018, arregaço as mangas, abro o coração e dou início ao projeto Dar o Click. A fluidez com que tudo aconteceu foi, e continua a ser, absolutamente mágica. Muita água correu desde então e o meu coração tem vindo a abrir-se cada vez mais ao Grande Mistério e àquilo que o faz realmente vibrar. 

 

O trabalho no corpo, através da libertação, expansão, criatividade e beleza. Fazer da jornada uma obra de arte e não um lugar pesado e denso. Dou, assim, as boas-vindas ao chamado e abro as portas ao Corpo Medicina. Aquele que sabe onde reside a cura de todos os medos.

 

Hoje dedico o meu tempo a criar vivências artístico-terapêuticas e a explorar ferramentas que ajudam mulheres a fazer o caminho de regresso a casa, de forma suave, bela, amorosa e poética.

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